Talvez, nesse momento, eu não seja a pessoa mais indicada pra falar sobre esse assunto (de novo), mas foda-se eu falarei. Eu sempre concordei que a melhor definição do que é amor/amar, está naquela música do Jota Quest, “O que eu também não entendo“. Porém, eu não acho que o amor aconteça a primeira vista. Esses dias, eu tava assistindo uma entrevista do Renato Russo, num desses especiais de comemoração aos seus 50 anos de nascimento, em que ele dizia: “Eu acreditei durante muito tempo em amor romântico. Hoje em dia eu não acredito em amor romântico não. Eu acredito em respeito e amizade”. Eu acredito nisso também.
O amor requer os cuidados de um jardineiro para que ele possa acontecer. Primeiro é preciso escolher a semente. Nem todas as sementes merecem ser amadas. Depois você prepara o terreno e planta essa semente. A partir daí, tudo depende da forma que você cultiva esse sentimento. O amor precisa ser muito bem cultivado pra poder florescer. É assim que eu acho que as coisas acontecem.
Certa vez, há aproximadamente 65 milhões de anos atrás, um dinossauro se apaixonou por uma borboleta. Ele não tinha sempre certeza, mas com ela, ele não precisava fingir. Ele não era nada perfeito, mas com ela, ele podia ser ele mesmo que ela entendia. Ele contava pra ela tudo o que sentia e mesmo quando ele perdia o juízo, com ela, ele estava tranqüilo. Pelo menos era assim que ele se sentia.
Mas isso, não aconteceu a primeira vista. Mesmo que inconscientemente, como um jardineiro, ele plantou a semente e a cultivou com amizade e respeito. Sem que ele pudesse perceber, de repente era amor (ãhn?!). Se aquilo não era amor, o que mais poderia ser?!
Bom… Esse não é mais um post. São pensamentos soltos, traduzidos em palavras pra que eu possa tentar entender…
Ps’s:
Ps1: Dia 27 de março, Renato Russo completaria 50 anos de vida. A entrevista em que ele disse a tal frase é aquela linkada mesmo, porém eu não achei a parte exata em que ele diz. E sim. É o Zeca Camargo em 1993 trabalhando na MTV.
Ps2: E no final sempre fica a pergunta: Afinal, será que amar é mesmo tudo? Eu não sei. Estou aprendendo também…